SAUDADES DA INFÂNCIA QUERIDA ! 

Adriano Augusto da Costa Filho

 

 

 Num dia qualquer da eternidade,

E já nos umbrais de certa idade.

Saudades imensas dos amiguinhos,

Que cruzaram em nossos caminhos!

 

 

Da nossa infância linda e querida,

Recordação no coração urdida.

Naqueles tempos flores da alegria,

Lembranças num campo de fantasia !

 

 

Na verdade as ilusões desvanecem,

Como fachos de luz que desaparecem.

Recordar só nos laços da ternura.

Nada restando do sonho nessa altura !

 

 

Em nosso peito uma lânguida ternura

E que só a saudade o coração apura.

Na recordação do tempo que passou.

Que nossa mente num cantinho salvou !

 

 

No coração existe uma grande amargura

E  que a lembrança transforma em formosura.

Das escolas e dos campinhos de futebol,

Que a imaginação transforma num arrebol !

 

 

Do presente nos ausentamos num instante,

A  mente retorna ao passado de repente.

Aquelas figuras aparecem tão distantes

E que se apagam em colossais repentes !

 

A divina providência nos deu esse abrigo

E queremos fugir para esse passado antigo.

Talvez seja isso parte de uma lei da sorte,

Mas, que muitas vezes o coração não suporte !

 

 

Desse passado doces lágrimas sentimos

E com certeza a lei divina cumprimos,

Mas,  acordamos desse enlevo num repente,

Como no sonhar tudo foge de repente !

 

 

ADRIANO AUGUSTO DA COSTA FILHO

Casa do Poeta de São Paulo

Movimento Poético Nacional

Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores.

Academia Virtual Poética do Brasil

Academia Poços-Caldense de Letras-MG

Ordem Nacional dos Escritores do Brasil

Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa/Portugal

 

 

 

 

 

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