QUANDO EU ERA UM PETIZ
Ógui Lourenço Mauri
 
No seio materno, saciei a fome
Da carência orgânica e calor humano.
Do colo de minha mãe, eu não me engano,
Comecei a ter Deus e a tudo em Seu nome.
 
Via em meu pai o maior homem do mundo,
Sentia-me forte em sua companhia.
Igual a ele, esperava ter, um dia,
Veio moral inesgotável, fecundo.
 
Mas a infância se foi e meus pais também...
O povo tateia entre a paz e o insulto!
Não sei se agora compensa ser adulto,
Detido em minha própria casa, um refém.
 
Ganhei na vida mas perdi na vivência,
Nada se compara à minha meninice.
Assim como um poeta certa vez disse,
A idade adulta tirou-me a independência.
 
Quando eu era um petiz, vivi a bonança
Do sorriso do amigo, do amor dos pais.
Da vida segura, que terei jamais...
Quem dera eu voltar aos tempos de criança!
 
Catanduva (SP), 31 de agosto de 2013.
Ógui Lourenço Mauri
 
 
Grupo "Doce Mistério"
Assessor Musical 
 
Blog
Palavras do Coração Ógui Lourenço Mauri
 
AVBAP
Academia Virtual Brasileira Alma_ArtePoesia