OLGA KAPATTI

RETORNANDO ÀS RAÍZES... (*)

 

Preciso viver onde eu sinta o cheiro da terra,
Onde encontre, com certeza, alegria e paz.
Onde caminhe calma pelas ruas sem guerra,
Guerra... do trânsito, das enchentes, dos marginais!


Retornando às raízes, as minhas raízes...


Quando de lá saí, ainda garota, desconhecia verdades.
Não sabia... da falta do verde, do cheiro de capim,
Do canto do sabiá , do matar a sede do colibri na romãzeira,
Da beleza das flores , do perfume das rosas no jardim,
Da plenitude ao se deitar à sombra da mangueira.


Retornando às raízes, as minhas raízes...


Na expectativa de novos rumos, deixei de olhar para trás...
E não me dei conta que vegetava em plena selva de pedras,
Que o alimento foi, apenas, o labor sem sabor,
Onde tudo é ilusório, distante, frio e amargo...
Onde até a lua prefere se esconder, entre poluídas nuvens,
A dar o seu sorriso e claridade aos amantes carentes!!!


Retornando às raízes, as minhas raízes...


O tempo passou, a solidão se fez presente...
Hoje, volto às minhas raízes; saudosa, repleta de amor,
Conhecimentos mil, procurando, das chagas, alivio à dor.
Volto feliz para o verde de minha terra querida,
Para, ali, passar o que me resta da vida!


São Paulo, 18 de julho de 2.003.


(*) - Alusão à volta para sua terra natal,
São José do Rio Preto (SP), depois de
trabalhar por muitos anos em São Paulo, Capital.

 

 

 

 

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