O PANO DO PALCO DA POESIA

 

Odir Milanez

 

Do palco da poesia apago o pano,

dos meus dramas de amor encerro a cena.

Desencontro dos ditos, desengano,

a platéia demais sendo pequena.

 

Aqui não fui ator, não fui engano.

Eu fui vida, e a vivi de forma plena,

após esperançá-la, ano após ano,

esperando esperar valer a pena...

 

É meu último ato esse soneto.

Um soneto que sai de um ser humano

que se faz invisível em seu gueto.

 

De alma amargurada, em verso insano,

eu me vou de mim mesmo, e me prometo:

do palco da poesia apago o pano...

 

JPessoa/PB

05.01.2014

oklima

 

Sou somente um escriba

que ouvia a voz do vento

e versava versos de amor...

 

http://oklima.net/

 

 

 

 

 Créditos:

Tutorial: Mabel Designs

http://www.mabeldesigns.net/

 

 

Tubes: Mara Pontes, DBK

e Claudia Viza

 

Arte e Formatação: Vanda Gigo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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