QUANDO A PALAVRA SOFRE, O GESTO PENSA
 
Luiz Poeta
Luiz Gilberto de Barros - Às 22 h e 35 min do dia 2 de julho de 2010 do Rio deJaneiro
 
 
Eu finjo que não sofro os abandonos
Que deixam dores vãs nas entrelinhas,
Meus sonhos fazem parte desses sonos
Que guardam solidões que nem são minhas.
Perfumes são essências do caminho
De pétalas que piso quando amo,
Porém se em cada rastro há um espinho,
Suporto a minha dor e não reclamo.
Quando a palavra foge, o gesto pensa
E em cada atitude rancorosa,
O amor recebe como recompensa,
Vazios revestidos de desdém,
Mas é na minha dor silenciosa,
Que o meu amor insiste em querer bem.
 
 
 
 

 

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