TERNURAS
J.R.Cônsoli
 
 
Oh, aqueles tempos... adolescência...
que aparecem nas telas do passado,
teu vulto vem... e foge com freqüência,
deixa o sorriso solto, imaculado.
 
Foram anos de muitos sóis ? incríveis!
Nos quais amamos com inocência pura,
porque amantes ternos e sensíveis,
sem nada pra impedir nossa loucura.
 
Hoje te vejo em tudo - nos lugares...
na janela do quarto, na cortina,
no farfalhar da brisa vespertina.
 
A noite chega, sem pedir, me abraça,
eu sinto tua presença nos meus ares,
então beijo teus lábios na vidraça.
 
= = =

 

 
 
 
 
 


Arte final por Lêda Yara

 

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