ASAS DO VENTO
 
Badu
 
 
Olhar denunciou nostalgia, dia tempestivo em
 
apressado fechar da janela e cerrar dos olhos.
 
Fez coração chorar desilusão acompanhando
 
a dor dos ponteiros incriminando o tempo.
 
Choro por ti ingratidão que se veste em pele de criança
ingênua,
 
com a plena certeza que eu te abracei.
 
Como queiras assim será até o próximo tropeço
 
esse é o preço dos braços da liberdade é a maldade
 
escurecendo o céu.
 
Onde estas agora?
 
Passaram horas e eu me perdi quando não voltavas mais,
 
volto atrás me perdoes se eu esquecer tua face.
 
É fácil gostar sem entrega e pedir perdão com um sorriso!
 
Não é preciso explicar felicidade,
 
 quando chegar não bata na porta está aberta e as chaves
nunca troquei de lugar.
 
Precisava escorrer uma lágrima minha,
 
tão logo vou crescer mudar meu corpo,
 
apresentar rosto adulto,
 
secarei os olhos pelas palavras rudes que já aprendi
 
e meus lábios negaram falar.
 
Vais lembrar-te de mim?
 
 Sim ainda espero das promessas que me entregastes um dia,
 
alegria apenas adormece,
 
se aborrece na espera de uma primavera que ainda vem.
 
Sou a ilusão do homem ou a certeza do menino
 
qual a indecisão do sol e da chuva retratando a fusão de
cores
 
atiçando menina dos olhos.
 
Ditaria um poema inteiro e por inteiro
 
reconstruiria o coração das rasuras que acompanharam esse
tempo sem ti.
 
Conto até três...
 
Outra vez as estrelas se recolhem e no silêncio tenho tua
ilusória presença.
 
 Aqui livre estou juntando momentos,
 
 recortes em disformes formas de um tempo,
 
soltas amarras nas asas do vento.