TRISTE CARNAVAL

 



(Ary Franco – O Poeta Descalço)



Quando Pierrô nunca mais viu sua Colombina

E ficou sabendo que ela fugiu com o Arlequim,

Morreu de tristeza, na calçada de uma esquina,

Sem entender como ela pôde ser tão fútil assim.



Até o alegre palhaço que só sabia fazer rir, chorou.

Inconformado, sem saber como aquele amor findou.

Os carnavalescos se calaram, as luzes se apagaram.

O batuque emudeceu, fantasias e sonhos acabaram.



Pobre Pierrô, podias ter o carnaval aproveitado.

Com outras mulheres mais belas teres brincado.

Mas só querias aquela que conquistou teu coração.

Sem ela, eras noite sem luar, letra sem canção!



O bloco, justamente no último dia de carnaval,

Transformou-se em um acompanhamento funeral,

Cessaram todos os instrumentos. Só se ouvia um!

A batida tristonha do tambor. Bum... bum... bum...
 

 

 

Tube: Patries

Mask: gradw

Mid: Sonhos de um palhaço

( Antônio Marcos e Sergio Sá)

Arte e Formatação Fázinha

 

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