Luiz Gilberto de Barros – às 23 h e 16 min do Brasil do dia 15 de abril de 2012,

Uma homenagem ao meu avô Aureo Monteiro de Barros  e aos sobrenomes lusitanos que deram nome

à minha família brasileira: Monteiro, Barros, Arouca, Lobo, Ventura, Sousa, Souza, Ferreira ( e o italiano Zaniboni ).

 

 

Nunca te vi... só mesmo em fotografia,

Mas tua voz se diluiu na minha infância...

Vinda de alguém que te tratou com elegância,

Quando falava sobre ti... com alegria.

 

Era um avô... de cuja fala lembro ainda,

E quando o faço, vejo um rosto especial,

Que me sorria ao falar de Portugal

Mas disfarçava sua lágrima... mais linda.

 

Nunca te vi, mas se a lembrança te retrata

Numa saudade brasileira que resgata

A voz lusófona que sempre te abençoa,

 

É só fechar os olhos velhos de um menino,

Que já vislumbro o meu mais límpido destino

Que é diluir meu coração no teu...Lisboa !

 

 

 por intermédio do seu amigo E. Sá

 

 Lisboa responde a Luiz Poeta

 

 

 

Nunca me viste, mas eu sei de ti

poeta de além-mar, poeta amor

sempre te imaginei - pois não te vi -

um ser de luz, com aura multicor.

 

De ti soubera já pelo teu avô;

contou-me de um menino encantador

que era um sonhador, tal como eu sou

alguém que da poesia era um cultor.

 

E como pr'os poetas não há lonjura

Nem distância que impeça a comoção;

Assim senti teus versos, na ternura

 

Com que me evocas, poeta, meu irmão

Que nostalgia, que imensa a doçura

Que se transborda do teu coração!

 

 

Sintra, 1 de Junho de 2014

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Luiz Gilberto de Barros – às 9 h e 4 min do Rio de Janeiro – Brasil 

especialmente para os versos do poeta Eugénio de Sá

 

 

Não há como conter a ansiedade

de percorrer teus líricos escritos...

tua palavra é sonho em  liberdade,

tu’ alma  é um conjunto de infinitos.

 

Avança, doce nau, desliza ... e voa !

...eu sou o teu modesto  timoneiro

que sonha com as ruas  de Lisboa

e entoa-lhe o seu canto brasileiro.

 

Assim, na corredeira insensata

do  enlevo que me dou, sem outro igual,

teu verso é  caravela que arrebata

 

A minha mais feliz abstração

e ganha a direção de Portugal 

movida por teu próprio coração.

 

 

 

Arte e formatação:

AugustaBS

 

 

 

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