IN MEMORIAM

 

Eugénio de Sá

 

 

 

Estive onde está Camões e lá repousa

 O poeta maior que à pátria deu

 O sonho que ela hoje já não ousa

 Porque aos poucos da gesta se perdeu

 

 

 

 

  

E na pedra fria e tumular deixei

 Promessa de render todo o meu preito

 À lusa gente que sempre tanto amei;

 Os mártires, os heróis, de cruz ao peito

 

 

 

 

 

Ganhava luz a nascente manhã

 Na nave principal daquele Mosteiro

 De secular reverência anfitriã

 

 

 

 

Mil vitrais reflectiam qual luzeiro

 No mármore ancestral da laje chã

 Um doirado caudal alvissareiro

  

Lisboa/Portugal

 Abril/2009

 
 

 

 

 

 

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