OS CELTAS e sua importância na cultura dos povos europeus.
O espírito Celta é o de amar a natureza acima de tudo!

 

 

OS CELTAS

O povo celta exerceu grande influência na cultura dos povos europeus. Com as suas lendas e as revelações do seu misticismo, foram encantando e ainda encantam o mundo.

As primeiras referências conhecidas às tribos celtas datam do século VI a.c. , embora sejam mais precisas a partir do século III a.c.
São vastos os territórios que ocuparam e estendem-se desde o centro europeu, às Ilhas Britânicas e Península Ibérica.

Por definição, ter “espírito celta” é amar a natureza acima de tudo, defendendo e protegendo cada pedacinho verde, cada gota de água, cada ser vivo existente no planeta. Se algumas pessoas conseguirem manter esse espírito sempre vivo, com certeza poderemos salvar o mundo em que vivemos.
Seja, pois, um CELTA no seu tempo e, com os seus exemplos, melhore o mundo que o rodeia e o planeta Terra, que o abriga.

 

 

Mapa ( territórios )

 

Antes de qualquer explicação ou exposição da religião dos celtas é necessário rever certos conceitos. Não podemos encara-la como uma instituição ou mesmo como algo que coexistia com outros campos da vida das pessoas. Não existia um momento para a pessoa trabalhar, outro para se divertir e outro para se dedicar à religião. A religião estava em tudo isso, era ela quem norteava o comportamento e a conduta dos celtas. A guerra, o trabalho, os tempos de entretenimento, a arte, enfim, tudo estava ligado à religião.

 

 

Guerreiros

 

 

Ornamentos e Moedas Celtas

 

O druídismo é ainda um assunto bastante obscuro e objeto de diversos estudos que tentam esclarece-lo. Portanto, ao consultar muitas as fontes de informação que se tem sobre a religião dos celtas (e não são poucas) deve-se ter certa cautela ao aceita-las como verdades absolutas. Sites da Internet existem às centenas tratando do assunto, cada um divergindo dos demais. Quando aos livros, há-os também às centenas, sendo que, em muitos deles, logo nas primeiras páginas se nota que não são estudos sérios. É comum depararmo-nos com obras psicografadas assinadas por Druídas ancestrais – sem duvidar da capacidade mediúnica - que logo no prefácio se pode perceber que a obra não passa de uma enorme farsa.

O misticismo está em voga: duendes, fadas, cristais mágicos, incensos e coisas do gênero estão sendo banalizados pelo lucrativo mercado das bugigangas. Dessa forma o conhecimento ancestral torna-se produto de lojinha de “shopping center” e, com isso, abre-se espaço para que uma corja se auto-intitule conhecedora do assunto e passe a propagar um amontoado de mentiras somente para vender! Por isso, aqui fica o aviso. Ninguém é dono da verdade ma há que tentar, ao máximo, “filtrar” o tipo de informação que divulga da causa Celta, principalmente tratando-se da sua religião. O texto que segue tem como intuito expor todas as correntes de pensamento (obviamente, levando em consideração somente as coerentes mais crediveis)

 

Correspondência do nosso com o Horóscopo Celta:

 

Áries – Morrigan (Deusa da Guerra)
Touro – Arianrhod (Deusa do Lar)
Gêmeos – Maeve (Deusa da Caça e da Guerra)
Câncer – Dana (Deusa Tríplice do Lar e da Família)
Leão – Macha (Deusa da Soberania)
Virgem – Brigid (Deusa da Sabedoria e das Artes)
Libra – Branwen (Deusa do Amor)
Escorpião – Cerridwen (Deusa da Fertilidade)
Sagitário – Sadbh (Deusa da Caça)
Capricórnio – Scãthach (Deusa da Soberania)
Aquário – Rhiannon (Deusa das Profundezas e do Outro Mundo)
Peixes – Blodeuwedd (Deusa do Amor e da Beleza)

 

Horoscopo Interessante de Folhas das Árvores:

 

 

Horóscopo de Animais:

 

 

Símbolos

 

 

Runas em pedras

 

 

 

Feiticeira

 

O Druidismo

Alguns estudiosos preocupam-se em discernir duas correntes religiosas: a céltica e a druídica. Embora muito semelhantes (levando-se em conta que a céltica é derivada da druídica) existe uma tendência a fazer certas considerações. Acredita-se que o celtismo era mais rudimentar e mais ligado ao culto monoteísta da Mãe Natureza, enquanto o druidismo se apegava a diversas divindades ligadas à natureza, portanto mais eminentemente pagão.

 

Pode afirmar-se que o druidismo se baseava em dois grandes princípios: o Respeito pela Natureza e na crença da imortalidade. Os druidas eram os sacerdotes e presidiam as cerimônias religiosas, e exerciam outras funções que serão discutidas mais à frente.

 

água, do fogo, e da terra). Alguns estudiosos atestam o politeísmo do povo celta, outros já o consideram monoteísta e todas as divindades nada mais eram que extensão de uma Deusa-Mãe. Outros os descrevem como monoteístas, que cultuavam o deus-fogo “Beal”, ligado ao sol (a exemplo de “Ra” para os egípcios).

 

 

Deusas

 

Algumas árvores tinham importante significância na religião celta, como era o caso do carvalho (ligada à sabedoria e ao druidas), o freixo (ligado à protecção), o salgueiro (ligado às divindades da água), e etc. Alguns animais também tinham a sua simbologia; o touro, por exemplo, estava representava a fertilidade e a serpente estava ligada à sabedoria.

 

 

Árvores e Símbolos

 

A crença na alma e na vida após a morte está presente no druidismo. Os celtas acreditavam na existência do “Outro Mundo”, aonde residem os antepassados e demais espíritos. Acreditavam também que determinadas pessoas eram dotadas do poder de comunicação com este mundo. Cria-se que o fato de os guerreiros celtas serem bravos e destemidos se fundaria no facto de eles acreditarem de que a morte nada mais era que uma passagem.

 

Como eram os rituais celtas para honrar seus deuses isto é difícil precisar. Sabe-se que as cerimónias eram realizadas em lugares abertos, em campos e florestas. As florestas de carvalho eram de predilecção dos druidas, pelo fato do carvalho ser considerado uma árvore sagrada. Nestes locais construíam-se círculos de pedras, onde eram realizadas as cerimónias religiosas - o mais famoso deles é “Stonehenge”(imagem abaixo).

 

 

Stonehenge

 

No entanto, estudos recentes defendem que estes círculos de pedra, na verdade, eram usados como observatórios astronómicos e não como construções religiosas. Com isto, abre-se espaço para discussão dos elementos de culto dos celtas e dos druidas, o que faria do druidismo uma religião fortemente influenciada pelas estrelas e pela observação dos astros (como a religião egípcia).

 

 

Ritual

 

Vestígios arqueológicos confirmam que os druidas conduziam sacrifícios humanos, porém, as razões e a maneira como este tipo de cerimónia era realizado ainda é obscura.

 

Os Druidas

No druidismo – como o próprio nome sugere – os líderes religiosos eram os “Druidas”, que constituíam uma classe privilegiada dentro da sociedade celta. Eram eles que presidiam aos ritos religiosos, realizavam os sacrifícios humanos e conduziam oráculos. Além das funções religiosas, desempenhavam as funções de educadores, juízes e eram os responsáveis pela conservação da história e da tradição celta. Eram sábios e tinham conhecimentos de medicina, agricultura e astronomia. É importante lembrar que os druidas, temerosos aos registos escritos, passaram todo seu conhecimento oralmente de geração para geração. As mulheres também integravam a classe druídica. Eram, em sua maioria, profetizas.

 

 

Profetiza

 

Os druidas eram a única classe que transcendia as divisões tribais. Foram os grandes responsáveis pela unidade do mundo celta. Onde hoje está localizada Orleánais (França), estes sacerdotes organizaram uma grande assembleia geral, cuja sede situava-se nas proximidades de onde hoje é a cidade francesa de Sully-sur-Loire.

 

Roma logo condenou o druidismo, percebendo que os druidas eram a grande força política do mundo celta. Mesmo assim eles perduraram até a Idade Média, na Irlanda e na Escócia, e até o século V na Gália.

 

Pouco se sabe sobre os druidas, exactamente pelo fato de não fazerem uso da escrita (embora, se creia que eles tinham um sistema de escrita rúnico). Contudo, pode afirmar-se que eles existiram, exerciam grande influência na vida céltica, e eram extremamente privilegiados nos conhecimentos de que dispunham. Há relatos que registam a coragem dos druidas na defesa de sua crença, sendo que muitos morreram durante a repressão romana. Especula-se que os druidas não eram originários da civilização celta, o que faria deles um povo distinto, cuja história e origem se desconhece.

 

O Cristianismo

O cristianismo chegou às Ilhas britânicas no século IV, mas no século V os saxões invadiram o país, obrigando os cristãos de origem celta a mudarem-se para Gales e Cornualha. Poe essa época, São Patrício - um monge britânico - iniciava suas excursões missionárias pela Ilha da Irlanda. Logo depois foi fundada a Igreja Católica da Irlanda, a qual se tornou o centro da "Cristandade celta".

 

 

Cruz

 

O "cristianismo celta" desenvolveu-se de modo extremamente distinto ao padrão romano. Organizado em um claro sistema monástico, bispos estavam submetidos à autoridade abacial. Os monges dedicavam-se, com afinco, ao estudo da religião e na preservação da literatura romana. Tornaram-se grande evangelizadores dos povos germânicos e fundaram mosteiros por toda a Europa Ocidental (França, Itália, Suíça e Alemanha).

 

Nos séculos IX a XII, o cristianismo celta foi perdendo força e o seu modo organizacional deixou de ser compatível com o modelo romano.

 

 

A aliança

Dos Vândalos do norte, aos Visigodos
dos ascéticos Celtas, aos Romanos
soubemos intuir dos bardos todos
os valores dos melhores; os Lusitanos

Galopámos por terras montanhosas
galgando a leste as serras mais bravias
vimos de mil batalhas gloriosas
defendendo estes chãos, com valentia

As hordas mauras, ferozes, respondemos
E em minoria, face aos castelhanos
heroicamente, como aos sarracenos
A todos eles, indómitos, vergámos

Muitos séculos passaram, muitos anos
mas os que desta terra se querem apossar
saibam que inda hoje os bravos Lusitanos
da bruma voltarão pra nos salvar!

Outubro
20121

 

 

Vídeos

 

https://youtu.be/2Zo0fZ5jaXo Sabedoria Celta


https://youtu.be/_fp6lrrxwAE Codigo de honra das Mulheres Celtas


https://youtu.be/dAgyzkoy-4E Antiga bênção Celta

 

Investigação e edição de
Eugénio de Sá

 

 

26.Fevereiro.2015

 

 



 

 

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