Mary Trujillo nasceu, em 16 de maio de 1961, em São Paulo, Capital, no Bairro do Tatuapé.
Estudou piano e fez curso de Enfermagem e Secretariado.
Trabalhou durante alguns anos na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - FIESP.
De lá, saiu para trabalhar no rádio e na televisão como secretária, locutora e publicitária.
Atuou na TV Gazeta - Canal 11, Rádio Tupi de São Paulo, Rádio Universitária de Guarulhos, TV Bandeirantes e outras.
Foi assistente de produção de programas de Rádio e TV.
Foi, também, decoradora do "Play Center".
Fazia trabalhos de artesanato até conhecer a Net, que passou a ocupar a maior parte do seu tempo.
É radioamadora, apaixonada pela comunicação em geral.
Hoje, ainda exerce a profissão de publicitária.
Escreve poesias desde menina, quando tinha dez anos.
Versátil e estudiosa, destacou-se, ainda nos seus tempos de rádio e televisão, na tradução de músicas em espanhol e italiano para cantores.
Alegre, solidária e profundamente apaixonada pelo ser humano, é, como todo poeta, uma sonhadora incorrigível.


Aquele que conheci um dia...
Marilena Trujillo

Aquele que conheci um dia...
Fez nascer o sol na minha poesia,
Fez-me acreditar que o mal não existia.
Que a vida era feita de amor e alegria.

Hoje... só guardo detalhes... palavras...
Não tenho esperança de ser entendida,
Sou refém do vazio e de tantas lágrimas...
Jamais terei a compreensão devida.

O "te amo" já não tem força... valor...
Mais valem as ilusões do mundo...
Ainda que em troca... matemos o amor
E nos atiremos em um poço profundo.

Cessaram os sons, calou-se a poesia,
A tristeza agora... zomba da alegria...
Sucumbiram o carinho e a euforia...
Sentimentos são fragmentos, ninharia.

Aquele que conheci um um dia...
Fez-se cego, insensível e surdo...
Acredita que amar é viver em letargia,
É sofrer... fenecer a cada segundo!...

Aquele que conheci um dia...
Não é mais ele, eu não o reconheço.
Aquele era meigo, era feito de magia.
Era minha luz, seu afeto era imenso!

Aquele que conheci um dia...
Foi meu caminho... o meu amor...
Minha sempre doce e fiel companhia...
Hoje, é um grande e teimoso senhor...

Se falo de dor, reclama do meu queixume,
Minhas razões... ele chama de ciúme!
E assim... tudo virou apenas costume...
A paixão em nós... perdeu o lume...

Aquele que conheci um dia...
Perdeu da minha senda a direção.
Não se importa de viver em agonia...
Matou o seu... e o meu coração!...

Mary Trujillo
17.12.2011

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Clamor de uma poeta
Marilena Trujillo

Brancas espumas do esquecimento...
Terra do nunca em tempo algum...
Olvidar... é a ordem do momento...
Palavras caídas... num lugar comum.

Um canário triste que já não canta,
Madrugada preguiçosa... adormecida,
Nada é extraordinário, nada encanta,
A lua não ilumina... está escondida...

Respingos da chuva escorrem pela janela,
Anunciando nova estação, primavera...
Mas as flores não são mais aquelas...
Lembranças navegam num barco a vela.

Sangra ao longe o horizonte perdido...
De um tempo brutal, desumano, descabido,
Tendo como companhia cinzento abrigo...
Empanando o brilho de um sonho antigo.

Tudo fenece, tudo acaba, tudo morre...
São as sendas da própria vida...
A alegria escapa das mãos, escorre...
Trazendo o gosto amargo da despedida.

Abrindo caminho para outras memórias,
Sempre reescrevendo mil histórias...
Novas poesias... uma sutil dedicatória,
Contando do amor a magia e trajetória...

Quiçá a afeição chegue para ficar...
Revestida de felicidade peremptória!...
Ocupando seu posto, seu real lugar,
Tratada com toda honra e glória...

Recontando a vida, o valor do amor,
Cicatrizando toda mágoa, toda a dor...
Encantando o luar com seu ardor...
Acordando cada coração sonhador!

Por ora... a poeta apenas piedade implora,
Por todo amante que ama, sofre e chora,
Com medo da solidão e do frio lá de fora...
Que a ternura chegue iluminada pela aurora!

Mary Trujillo
21.10.2011

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Meu Reverso...
Marilena Trujillo

Meu reverso... é uma poesia quebrada...
Um interior dorido... preenchido de nada.
Marcado... como com ferro em brasa...
Mistura de veias e células congeladas...

Meu reverso... é uma mescla de sentimentos,
De agonias febris... queimando no peito...
Preso por lembranças e inúteis sofrimentos.
Mergulhado num rio profundo e barrento...

Meu reverso... é um assustador temporal
Naufragando navios, derribando flores.
Um torvelinho... um irascível vendaval...
Desbotando, dos sonhos, todas as cores.

Meu reverso... é um cego mal acompanhado,
Tateando as paredes de um ruído templo,
Ensimesmado, mal entendido... mal amado...
Emaranhado nas dobras do esquecimento.

Meu reverso... é um mar enfurecido...
Uma fera enjaulada... acuada e ferida.
Que de si próprio... perdeu o sentido...
Nada espera dos caminhos desta vida!

Meu reverso...
É o espelho fiel da alegria perdida!...

Mary Trujillo
20.08.2011

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Encantamento
Marilena Trujillo

Mãos que espalham carinhos de cetim...
São pétalas de rosas cor carmim,
São amores que não chegam ao fim.

São sutilezas... feitiços... magias...
Enluarada noite, perfeita simetria
Entre amantes e suas fantasias!

Bocas que sussurram ecos de outrora,
Desejos de ontem, viajando mundo afora,
Pintando todo o encanto da aurora...

Vagam pela noite como estrelas brilhantes,
Levando a ternura de tempos distantes...
Sempre fieis... sempre constantes...

Inspiram astros, comovem velhos e meninos,
Soam afinados... como dois belos violinos...
Quando passam... fazem redobrar mil sinos!

São abraços de ternura, pedaços de terna ilusão,
Olhares cheios de fogo... um só coração...
Que jamais condena, apenas pede perdão!...

São um só corpo, uma só alma, um só destino,
São notas magníficas de um louvor, de um hino.
Amores desenhados pelas mãos do "Divino"!...

Mary Trujillo
30.07.2011

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Poema
Marilena Trujillo

Poema é o grito de amor que não quer calar.
É a paixão que enxerga encanto em tudo...
É a minha voz que canta e geme devagar
Falando do meu sentimento louco, absurdo!

Poema... é o latido do meu coração...
A voz da minha alma... em confusão.
É esta fatal e desmedida atração...
Que mata de tanta dor e aflição!...

Poema... é como a flor linda e fresca,
Banhando-se no orvalho lá fora...
Sentindo-o acariciar sua beleza...
Inebriada com os tons da aurora!

Poema... é um amontoado de rimas...
Contando da vida... mil histórias...
Cuja paixão e o anseio são o clima
Do romance gravado na memória...

Poema é o ontem... o hoje... o agora...
Conduzindo os dedos desta poeta...
Que de si mesma não é mais senhora...
E para ti... deixou a porta aberta!

Poema... sou eu... poema é a vida...
É o amor que lançou sua flecha certeira,
Ouvindo tua voz chamando-me de querida,
Impondo este amor para a vida inteira!...

Poema é este momento, poema somos nós...
Poema é o nosso beijo louco e apaixonado.
Poema... é a emoção que cala a minha voz...
É o que somos... quando estamos a sós!...

Poema é a noite a nos envolver e embriagar...
Poema, é esta nossa enorme ânsia de amar!...

Mary Trujillo
16.07.2011

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Meu Coração Pirata
Marilena Trujillo

Meu coração pirata sonhador…
Audacioso… sedutor…
Um dia… esbarrou no teu.
O teu… doce fera adormecida…
Da ventura esquecida…
Cansado dos embates da vida…
Apaixonadamente… acordou!
E aos meus pés se entregou…
Desse dia em diante,
Meu coração errante…
Vibra, delira a cada instante…
Feito pássaro cantador.
Assim, destemidos seguimos
Cruzamos mares, tempestades…
Para matar a saudade…
E abraçar a felicidade,
Que escapa veloz como um raio.
Deixando-nos ainda mais ávidos…
Do carinho, do beijo abrasador…
E outra vez nos entregamos
Ao pecado… extasiados de amor!

Mary Trujillo
25.05.2008

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