Luli Coutinho - São Paulo, SP - Brasil

Sou decoradora, especializada na área de vendas, amante das artes, principalmente a poesia, minha paixão maior.
Iniciei minha vida poética em 2004 tendo como tema principal o amor.
Sem tabus nem racionalizações, confesso o imenso prazer em ser mulher, mãe, avó e incorporar meus versos ao que chamo de "Poesia da Alma".
Simples ao ponto de ser compreendida por qualquer pessoa tocada à beleza e ao encantamento.
Com características e jeito especial para escrever, hoje na maturidade é que me realizei no mundo dos sonhos e fantasias.
Costumo dizer que tenho uma imaginação fértil e assim desnudo minh'alma conjugada à minha criatividade.
Possuo um grupo fechado de poesias no Yahoo.
Alma_Arte e Poesia
Realizo trabalhos poéticos e culturais com os associados, postados no site: www.lulicoutinho.com
Atenciosamente, uma paulistana que ama, vive e sonha as Artes em geral.

LuliCoutinho

Estrela das Fadas
Luli Coutinho

O meu canto rodeia a madrugada
No esplendor da dança de um anjo
Àquela dor perdida na eternidade
Como uma sinfonia inacabada

Quisera ainda sentir as flores
Raízes vivas e orvalhadas de amor
Sentir buques se espalhando no infinito
Trazendo juras na serenata a cores

Um anjo com passos de ondas
Circunda meu corpo e o afaga
Aos sopros de beijos acaricia meu rosto
É a bailarina... Estrela das fadas!

Leve como pluma que obedece o vento
Ela chega, ela vai, ela volta...
Sapatilhas em ponta, silenciosa,
Não quer me acordar a tempo...

São Paulo - SP
06/04/11

Pranto ao Desamor
Luli Coutinho

Eis que a vida apresenta-me cruéis dores
Tantos jardins de insônia inacabados
Um barco num mar naufragado
Numa miragem de falsos amores

Já não vejo minhas sombras
Despedaçam-se no chão dos dissabores
O silêncio abre asas ao infinito das cores
Num refúgio aos braços das estrelas

Esforço-me ao poder ver o azul das almas
Mas, só uma orquestra de falsos instrumentos
Plagia desafinadas melodias em lamentos
As mesmas que nos sufocam dia a dia

A inspiração da poeta geme de dor!
Sufocada a doença dos mortais sem amor
Aos inquietantes caminhos sem destino
Enroscada a teia de um porto sem tino

23/03/11
São Paulo - SP

Devaneios d´uma Quimera
Luli Coutinho

Um olhar que dura uma eternidade
De tão profundo um mel de ternura
Mais parecem dois lapidados jades
Iluminados devaneios d'uma quimera

Tão cheio de saudade e ideais
A espera do outono que vai chegar
Trazendo um crepúsculo acolhedor
Enlaçado aos ventos colher folhas pelo ar

Onde a vida dos sonhos se sustenta
Translúcido entra no meu coração a vagar
Fechando os olhos, abro os braços e espero
No corpo o apelo que a saudade seja perto

Tempos dourados, quentes alaranjados
Mágicas luzes por todos os lados
Ah, o meu amor espera!
Um outono de neblinas quisera!


26/03/11
São Paulo - SP



Enlace Etéreo
Luli Coutinho

A noite se fez lua cheia
Todas as emoções se afloraram
Pensamentos, sabores alheios...
Até as deusas do amor chegaram

Entre um mar de espumas revolto
O amor se fez presente...
Almas se encontram em ares afoitos
E se entregam ao licor do outro

A paz dos anjos revelou um ritual
De unicidade a este amor maior
Amor de alma e carne, espiritual!
À reflexão a um destino incondicional

Por um enlace etéreo
Que nos transcende ao ar
Faz-se viver o amor eterno e áureo
E na paz absoluta ficar!

Olhares se perdem no infinito...
Voamos longe!...

São Paulo – SP
10/09/11



Suave Tela Desnuda
Luli Coutinho

Possa eu me eternizar
Ao museu dos teus sonhos
Na partida onde me transponho
Numa tela desnuda e em ti, morar!

A flor estampada em um grito morto
Meus ouvidos cansados ainda ouvir
Um concerto de Mozart, adágio solto
À minha alma exposta, amor colorir!

Caminhos singulares irão seguir
Deitada a seda acariciante provocar
À pele sensível extasiada de ais
Colher teus dedos calmos, beijar!

Em meu sono povoado de beijos
Saúdo os campos de prata raiados
Onde a lua rutila em louvores
Desfaz a tela e se perde ao te amar!

São Paulo - SP
19/01/11



Menina da Lua
Luli Coutinho

Escrevo para ti,
Oh, doce anjo de marfim!
De asas douradas raiadas de luz anil
Que hoje cobre de amor a mim.

Quando meu coração se fez noite
E minh'alma enublou-se em açoites
Um choro ouviu o silêncio da morte
Exposto à surdez do dia e sorte.

O sorriso da alegria que eu tinha
Hoje procuro na ternura do teu rosto
Lembrar-me a novamente amar
E por ti na poesia me inspirar.

Entre teus desenhos, vejo tuas mãos
Tão delicadas, lindas, que um dia as escrevi
Hoje, doce memória, guardo no coração,
Ausente dos cantos do bem-te-vi.

Quero-te como anjo da guarda
Meu guia, minha espada, meu norte
Aos carinhos da lua orvalhada
Onde irei e sei ser tua morada.

Nela, vejo teu rosto lindo brilhar!
Sorrindo, a iluminar meu coração.
Tão rara princesa no céu azul
Nua, brilhando a imensidão.

E a menina insiste em me olhar!
Eu de longe a mirá-la, sorrio,
Quando sinto que o mundo cintila
Ao simples toque do teu raiar.

Menina da Lua, minha menina!
Meu escudo, flor exposta
Num convite para amar, lembrar,
Sonhar!

16/10/10
São Paulo - SP